top of page

Uro-oncologia| Quais as alterações genéticas mais comuns no câncer de próstata ?

  • Foto do escritor: Daniel Melecchi Freitas
    Daniel Melecchi Freitas
  • 15 de out. de 2024
  • 2 min de leitura

No câncer de próstata, várias alterações genéticas são frequentemente observadas, tanto mutações somáticas quanto germinativas. Quais as alterações genéticas mais comuns no câncer de próstata? As mais comuns incluem:

  1. **Alterações no gene TP53: Conhecido como "guardião do genoma", o TP53 é um dos genes mais frequentemente mutados em muitos tipos de câncer, incluindo o câncer de próstata. Mutações no TP53 podem resultar na perda da função de supressão tumoral, permitindo a proliferação celular descontrolada.

  2. **Fusões genéticas envolvendo o gene TMPRSS2-ERG: Esta fusão é uma das alterações genéticas mais comuns em câncer de próstata. O gene TMPRSS2 funde-se com membros da família ERG, resultando na ativação de oncogenes que impulsionam o crescimento tumoral.

  3. **Alterações no gene PTEN: O gene PTEN é outro importante supressor tumoral, e sua deleção ou mutação é frequentemente observada no câncer de próstata, levando à ativação descontrolada de vias de sinalização, como a via PI3K-AKT, que promove a sobrevivência e crescimento celular.

  4. **Alterações na via PI3K/AKT/mTOR: Além de mutações no PTEN, mutações em outros componentes dessa via são comuns, contribuindo para o crescimento e sobrevivência das células tumorais.

  5. **Mutação no gene BRCA1 e BRCA2: Mutações hereditárias nesses genes, que estão fortemente associadas ao câncer de mama e ovário, também aumentam o risco de câncer de próstata agressivo. Pacientes com essas mutações têm maior risco de recidiva e uma progressão mais rápida da doença.

  6. Alterações epigenéticas: Além das mutações, modificações epigenéticas como a hipermetilação de promotores de genes supressores de tumor (por exemplo, GSTP1) são frequentes no câncer de próstata, inativando genes que normalmente protegeriam contra o desenvolvimento do tumor.

  7. Alterações no receptor de andrógenos (AR): O câncer de próstata depende em grande parte da sinalização de andrógenos (hormônios masculinos), e mutações ou amplificações no gene do receptor de andrógenos podem ocorrer, tornando o tumor resistente à terapia de privação de andrógenos.

Essas alterações genéticas são alvos importantes para terapias direcionadas e ajudam a entender o comportamento agressivo ou indolente do câncer de próstata em diferentes pacientes​

 
 
 

Comentários


SIga-nos nas redes sociais

  • Instagram
  • Facebook
  • @urologyfuture

©2022 por CURA - Centro de Urologia e Robótica Avançado. Todos os direitos garantidos

bottom of page